
Amor de Contos de Fadas
15/02/201012/01/2010
Pessoas não são pomares, seus braços não são folhas, seus corpos não são árvores.
Pessoas não são algo à disposição de servir qualquer desejo. Pessoas não são frutos que nos garantam ainda que em algumas épocas nossa saciedade.
E por que escolher ao feitio da estética, ou de forma “eletrodoméstica”, com base nas nossas vaidades pessoais ou nas nossas necessidades funcionais?
Por que precisa-se ter algum talento, alguma beleza, alguma bondade, alguma calhordice, algo qualquer que nos destaque para que sejamos nas vitrines do mundo escolhidos por alguém? Não bastaria simplesmente um quê de amor?
Por que não conseguimos amar simplesmente sem a noção do mundo do que seja o amor? Eu destruiria todos os contos de fadas se fossem tão agradáveis de se ler…
Destruiria-os todos principalmente se eles contasse o que acontece naquela parte: “e foram felizes pra sempre”…
E por ser impossível esse traço uniforme e constante de felicidade, pénso que nasci, cresci, vivi enganada do mesmo jeito que me falavam “se você se comprtar direitinho vai ganhar presente”.
A gente se comporta muito bem e nada ganha por isso. A vida é o que tem de ser e jamais é um conto de fadas!