
Notas, Adendos e Comentários da Página Casos de Famílias
Adiantei a história da minha tia pra não ficar com muita trama paralela.
Ela morreu aos 28 anos de idade. Foi noticiado nos jornais da época como o 1º crime de 1968.
Os recortes ainda existem com uma das minhas irmãs adotivas, eu os li e reli muitas vezes, ficava numa caixa escondida no armário da minha mãe e sempre quando não tinha ninguém em casa eu me punha a ler aqueles recortes, como forma de acreditar que aquilo tudo era realmente verdade. Minha tia era muito bonita, ainda que naquela foto amarelada pelo tempo, num recorte que parecia querer quebrar-se quando eu o tocava…
Passei muitos dias da minha infância tentando imaginar onde estariam meus primos e porque meus pais não ficaram com eles. Por que o pai não levou os seus brinquedos. Carlos nunca mais foi para a escola em que estudávamos e onde eu tinha esperança de poder vê-lo de novo. Carlos era o primo perfeito, não fosse sua insistência de narrar com detalhes o crime, hábito que ele estava começando a perder. Assim como Beth já dormia mais tranquilamente e não fazia mais a brincadeira ridícula de pegar um garfo esquentar no fogo e correr atrás da gente!
Pude revê-los muitos anos mais tarde, mas isso fica mais para adiante.
Em 1968 eu tinha uma idade da qual posso lembrar, hoje dos fatos de então.
Essa história de contada suscintamente ia ficar complicada de entender e de contar.
Comentário de João:
Vc não chorou ao digitar a história?
Me deu um nó no peito lendo que vc não imagina!!!!!
Fiquei sim, com uma lágrima chata e insistente pendurada no olhar…
Eu não sabia que ainda tinha essas memórias na lembrança… Faz tempo que não mexo nesse baú